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Tudo uma questão de likes

Vivemos num mundo em que tudo está à distância de um clique e o número de likes é que manda. Se por um lado isto nos facilita a vida, por outro não podemos ignorar o impacto negativo que têm  nosso cérebro.

A nossa capacidade de atenção e raciocínio diminuiu e cada vez mais procuramos recompensas imediatas.

Segundo os médicos David e Austin Perlmutter ” os nossos cérebros são excecionalmente sensíveis a recompensas variáveis e, nos nossos smartphones, há sempre a possibilidade de haver um novo like ou um novo comentário numa publicação. Isto faz-nos continuar a refrescar os ecrãs vezes sem conta, mesmo quando não é assim tão útil”.

Vivemos obcecados com o número de likes e seguidores. O documentário Fake Famous, da HBO, é a prova disso. O mundo online consegue ser muito mais fabricado e baseado em fantasia. Vivemos numa fase em que o que conta são os gostos , número de seguidores e comentários que temos. Isto começa logo na adolescência em que as amizades são escolhidas por terem mais seguidores nas redes sociais.

Será que nós também fazemos o mesmo

Fazendo uma introspeção certamente que todos nós, ou pelo menos grande maioria, se revê neste texto e no que diz respeito aos likes que obtemos nas nossas publicações. Enquanto adultos o nosso cérebro já tem uma certa maturidade e capacidade crítica, no entanto, isto acontece. Imaginemos, então, quais as implicações no cérebro de um adolescente.

Por tudo isto alguns neurologistas sugerem aquilo a que chamam de limpeza cerebral.

David e Austin Pelmutter lançaram recentemente um livro intitulado Limpeza Cerebral e que aborda estas questões. Segundo eles, “Hoje em dia, os nossos cérebros estão constantemente sujeitos a um fluxo de informação destrutiva. Essa informação pode ser sob a forma de alimentos insalubres, inflamatórios ou demasiada exposição sem sentido a meios digitais. Além disso, a nossa falta de sono restaurativo assim como o nosso estilo de vida, em grande parte sedentários, podem comprometer ainda mais a nossa função cerebral.”

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TIME

Estes 2 médicos utilizam o acrónimo TIME para repensar a relação que temos com os dispositivos tecnológicos.

T- tempo restrito, definir um limite para a utilização

I– intencional, ter uma boa razão para utilizar

M– mindful, tomar consciência de como se sente e que está a fazer uma utilização racional do aparelho

E- enriquecedor, assegurar-se de que está a ganhar com a utilização

É necessário que tenhamos noção do tempo que passamos em frente aos ecrãs. Não existe como que um tempo aconselhado para o fazer. Mas devemos perceber quando estamos a despender em benefício próprio garantido que não deixamos de lado a nossa saúde e felicidade.

Ninguém diz que devemos abolir os dispositivos tecnológicos das nossas vidas. A questão é conseguir encontrar e saber utilizá-los com peso e medida.

Consegues fazer esta gestão? Partilha nos comentários como fazes 🙂

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